
A norte-americana Macy Gray fez na noite desta segunda-feira (26), em São Paulo, o primeiro de uma série de três shows no Brasil. Ela é considerada uma das grandes cantoras da música soul moderna.
Fora do palco, Macy tem um jeitão desengonçado. Ela é inquieta, grande, se empolga quando fala do trabalho, do sucesso que a pegou de surpresa. O primeiro disco estourou quando estava longe.
“Eu estava em turnê, na Europa, e quando voltei para Nova York fui atacada numa loja. Eu não tinha idéia que as pessoas sabiam quem eu era”, recorda a cantora de voz rouca e potente.
Macy Gray veio ao Brasil para duas apresentações em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. A cantora diz que hoje lida tranqüilamente com a fama e os fãs. “Depende sempre do humor que você está. Não dá para ficarem tirando foto enquanto você discute com a sua mãe no telefone”, avisa.
Na música, ela flerta com o rhythm and blues, funk, rock, pop e soul. As canções falam sobre sentimentos. “Eu tenho escrito música quando saio a noite. É aí que vem a inspiração. Quando as pessoas estão festejando, dançando, bebendo, você vê o outro lado delas e de si mesma”, ensina.
Formatura
Macy é divorciada, tem três filhos. Precisa se dividir entre mãe e cantora. “Eu vou fazer um show na Rússia no mesmo dia da formatura da minha filha. Preciso achar uma forma de voltar a tempo, porque eu não posso faltar”.
Numa das viagens ao Brasil, em 2001, cantou com a camisa 11, de Romário, sob um casacão. “Para quem mora nos Estados Unidos, o Brasil é aquele lugar exótico que você deseja ir, e quando chega é tudo o que você imagina. Lindo!”.
Para Macy, música traz autoconhecimento. Mais do que diversão é a forma de se conectar. “Arte é o mais próximo que se pode chegar de Deus. Vem do coração, do subconsciente. Música é invisível e intocável”, diz.
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