alagados
todo dia
o sol da manhã vem e lhes desafia
traz do sonho pro mundo quem já não queria
palafitas, trapiches, farrapos
filhos da mesma agonia
e a cidade
que tem braços abertos num cartão-postal
com os punhos fechados da vida real
lhes nega oportunidades
mostra a face dura do mal
alagados, trenchtown, favela da maré
a esperança não vem do mar
nem das antenas de tevê
a arte é de viver da fé
só não se sabe fé em quê
- 1.
- 2.
- 3.
- 4.
- 5.
- 6.
- 7.
- 8.
- 9.
- 10.
- 11.
- 12.
- 13.
- 14.
- 15.
- 16.
- 17.
- 18.
- 19.
- 20.